Profa. Dra. Regina Araújo.
O conceito chave é o conceito de rede.
Rede é a interação do fluxo e do fixo. O fixo é o espaço geográfico, a estrutura. Os fluxos compreendem a dinâmica. Há fluxos materiais e imateriais:
a) fluxos materiais = rede de estradas, cidades, etc.
b) fluxos imateriais = comunicação, idéias ( pelo telégrafo posso mandar fluxos imateriais que não precisam da estrutura de transportes)
O conceito geográfico de rede urbana: ela só existe quando os fluxos e os fixos es-
tão interligados.
A rede urbana é um conjunto de cidades ligadas por materiais e imateriais.
Os fixos são os assentamentos.
Os fluxos são a dinâmica, que liga as necessidades.
A rede urbana é o eixo de ligação para a conexão das cidades.
Funções da rede urbana = comunicação + território.
“O Brasil é muito menos urbano do que demonstram as estatísticas oficiais. Na realidade, deve ter apenas 50% do que as estatísticas apresentam.
Äs cidade brasileiras têm densidade demográfica abaixo das mundiais( que consideram urbano apenas o que está na sede do município).
O europeu considera como cidade o que está no núcleo( tem escola, posto de saúde, é sede de comarca, etc) e que o urbano diz respeito ao conjunto de funções urbanas.
O conceito de urbano, no Brasil, é equivocado porque considera o perímetro geográfico, não as relações de fluxo.
A estatística do IBGE sobre rede urbana aponta 4.495 cidades brasileiras, mas só mais ou menos 2.000 são consideradas rede urbana.
O IBGE considera rede urbana quem tem uma agência bancária, um médico residente, uma única emissora de rádio AM, sede de comarca, entre outros.
Mas, na realidade, só fazem parte da rede urbana brasileira 2.100 cidades, isto é, as que têm funções urbanas mínimas. (fluxos materiais e fluxos imateriais).
A idéia de rede urbana não é nova. Surge desde que a cidade é cidade. Estabelece relações materiais e imateriais desde que nasce
Mesmo antes da revolução industrial, as cidades portuárias, por exemplo, eram centros de urbanização da região. A importância das cidades portos da bacia do Mediterrâneo, por ex., vem das relações comerciais e de transporte.
Alguns centros de colonização brasileira com Recife, Salvador, são centros de urbanização de uma região, proporcionando um relacionamento entre si.
A revolução industrial deu início ao processo que geraria fluxos também não materiais. Surgem os meios de comunicação usando outros caminhos, desligando do caminho da matéria. Os fluxos materiais se distanciam dos fluxos imateriais (telefone, internet, etc). A revolução industrial cria novas configurações de rede urbana, possibilitando a conexão com áreas mais distantes e com métodos mais modernos. As redes que unificam e integram as cidades brasileiras só foram conseguidas após a revolução industrial, usando a circulação rodoviária. Não existia rede urbana nacional, mas existia rede urbana regional. Por exemplo: a rede urbana da região produtora de açúcar do Nordeste era só regional.
Com o café ela passa a ser espalhada, atingindo o primeiro padrão de rede urbana brasileira.
No início era só em relação ao porto, à economia externa. Hoje, a relação é entre elas. Entre as diferentes redes internas.
Em 1950 podia falar em redes, mas era com dimensão local, isto é, Porto de Santos e interior do estado. Eram as ferrovias.
As redes urbanas brasileiras nasceram como redes locais e regionais. Hoje são nacionais.
Na segunda metade do século XX, se consolida a rede urbana brasileira. Mas, cada uma de suas partes nasceu numa época diferente. Eram épocas distintas e com características históricas também distintas. Nasciam com um objetivo, como, por exemplo,
a rede urbana de Belém. Outras nasceram como entrepostos comerciais, como Recife. Elas estabeleciam redes com centros produtores e estabeleciam relações com o mercado externo. Rio de Janeiro foi eixo básico de exportação da época mineradora.
Hoje, as cidades da Amazônia, foram criadas pela mineração, mas no começo, eram ao longo do Rio Amazonas. Eram através das hidrovias. Na década de 70, ocorre a integração da Amazônia pelas cidades mineradoras-exportadoras. Carajás, por exemplo, é um enclave porque tem pouca relação com as outras regiões brasileiras.
A rede urbana do Brasil tem a ver com um tipo de fluxo. A partir da década de 50 ela surge por causa da rede rodoviária. Os fluxos entre as cidades, além do transporte de mercadorias, têm outros objetivos.
Até 1955 havia pouca rede urbana pavimentada no Brasil e, também, não eram unificadas.
A partir de 1964 já começa haver um adensamento, principalmente em relação a Brasília e ao Nordeste.
Em 1975 surge a primeira ligação, que foi a Belém-Brasília. A partir daí as redes materiais começam a se expandir. Na década de 90 há integração dessas rodovias. Há desenvolvimento da malha rodoviária.
Mas, foi só a partir de 1960 que o IBGE começou a estudar a rede urbana do Brasil.
Em 1972 sai o primeiro mapa (retrato) da rede de influência urbana brasileira. Surge a classificação em metrópoles nacionais, metrópoles regionais, cidades importantes, etc.
A abrangência espacial da cidade depende da influência que ela exerce, o grau de sofisticação que oferece nas várias áreas.
No Brasil há duas grandes metrópoles nacionais, muitas metrópoles regionais e inúmeras cidades.
Atenção: Não há superposições. A área de influência de uma metrópole não interfere ou cobre área ou parte de área de influência de outra cidade. Não há superposição de polarização.
Metrópole já nasceu em função urbana ( não de população), mas dos bens e serviços que ela oferece ( depende das funções).
A forma de organização da rede urbana é atropelada pela globalização.
O que é a globalização? É a aceleração dos fluxos de informação. É um mundo mais veloz utilizando energias diferentes.
No Brasil, a estrutura do território ainda continua sendo formada pelas redes antigas (básicas de transportes) Mas as redes não são só materiais, são também imateriais. ( São fixo mais fluxo).
Cidades globais == São as que prestam serviços avançados para o mundo inteiro (Nova Iorque, Tóquio e Londres) Elas têm a função de ser um nó nos interesses mundiais.
Outras não são pólos tão importantes mas também exercem influência na região, em uma parte do globo.
Nos países emergentes as cidades se armam para receber investimentos estrangeiros ( A Argentina era um deles; hoje deixou de ser, porque os investimentos sumiram).
Por que tem cidades globais? Porque os fluxos e os fixos são concentrados em determinados locais que têm capacidade de difusão desses valores (ou fatores).
Os negócios são feitos (preparados) por via eletrônica, mas para “fechar” os negócios precisa ser “cara a cara”. Por isso essas cidades ainda existem como cidades globais.
A rígida hierarquia deixou de existir. Hoje há uma troca possível em todas as direções.
Quais as justificativas que os órgãos públicos estão dando para essas modificações.
O IBGE está requalificando todos os centros urbanos brasileiros.
O atual mapa do IBGE mostra o caráter descontínuo de atuação ou influência das cidades brasileiras: 1) descontínuo; 2) disposição e superposição.
Qual a novidade sobre a Hierarquia Urbana ? São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas metrópoles globais. São as grandes cidades da economia emergente.
O conceito chave é o conceito de rede.
Rede é a interação do fluxo e do fixo. O fixo é o espaço geográfico, a estrutura. Os fluxos compreendem a dinâmica. Há fluxos materiais e imateriais:
a) fluxos materiais = rede de estradas, cidades, etc.
b) fluxos imateriais = comunicação, idéias ( pelo telégrafo posso mandar fluxos imateriais que não precisam da estrutura de transportes)
O conceito geográfico de rede urbana: ela só existe quando os fluxos e os fixos es-
tão interligados.
A rede urbana é um conjunto de cidades ligadas por materiais e imateriais.
Os fixos são os assentamentos.
Os fluxos são a dinâmica, que liga as necessidades.
A rede urbana é o eixo de ligação para a conexão das cidades.
Funções da rede urbana = comunicação + território.
“O Brasil é muito menos urbano do que demonstram as estatísticas oficiais. Na realidade, deve ter apenas 50% do que as estatísticas apresentam.
Äs cidade brasileiras têm densidade demográfica abaixo das mundiais( que consideram urbano apenas o que está na sede do município).
O europeu considera como cidade o que está no núcleo( tem escola, posto de saúde, é sede de comarca, etc) e que o urbano diz respeito ao conjunto de funções urbanas.
O conceito de urbano, no Brasil, é equivocado porque considera o perímetro geográfico, não as relações de fluxo.
A estatística do IBGE sobre rede urbana aponta 4.495 cidades brasileiras, mas só mais ou menos 2.000 são consideradas rede urbana.
O IBGE considera rede urbana quem tem uma agência bancária, um médico residente, uma única emissora de rádio AM, sede de comarca, entre outros.
Mas, na realidade, só fazem parte da rede urbana brasileira 2.100 cidades, isto é, as que têm funções urbanas mínimas. (fluxos materiais e fluxos imateriais).
A idéia de rede urbana não é nova. Surge desde que a cidade é cidade. Estabelece relações materiais e imateriais desde que nasce
Mesmo antes da revolução industrial, as cidades portuárias, por exemplo, eram centros de urbanização da região. A importância das cidades portos da bacia do Mediterrâneo, por ex., vem das relações comerciais e de transporte.
Alguns centros de colonização brasileira com Recife, Salvador, são centros de urbanização de uma região, proporcionando um relacionamento entre si.
A revolução industrial deu início ao processo que geraria fluxos também não materiais. Surgem os meios de comunicação usando outros caminhos, desligando do caminho da matéria. Os fluxos materiais se distanciam dos fluxos imateriais (telefone, internet, etc). A revolução industrial cria novas configurações de rede urbana, possibilitando a conexão com áreas mais distantes e com métodos mais modernos. As redes que unificam e integram as cidades brasileiras só foram conseguidas após a revolução industrial, usando a circulação rodoviária. Não existia rede urbana nacional, mas existia rede urbana regional. Por exemplo: a rede urbana da região produtora de açúcar do Nordeste era só regional.
Com o café ela passa a ser espalhada, atingindo o primeiro padrão de rede urbana brasileira.
No início era só em relação ao porto, à economia externa. Hoje, a relação é entre elas. Entre as diferentes redes internas.
Em 1950 podia falar em redes, mas era com dimensão local, isto é, Porto de Santos e interior do estado. Eram as ferrovias.
As redes urbanas brasileiras nasceram como redes locais e regionais. Hoje são nacionais.
Na segunda metade do século XX, se consolida a rede urbana brasileira. Mas, cada uma de suas partes nasceu numa época diferente. Eram épocas distintas e com características históricas também distintas. Nasciam com um objetivo, como, por exemplo,
a rede urbana de Belém. Outras nasceram como entrepostos comerciais, como Recife. Elas estabeleciam redes com centros produtores e estabeleciam relações com o mercado externo. Rio de Janeiro foi eixo básico de exportação da época mineradora.
Hoje, as cidades da Amazônia, foram criadas pela mineração, mas no começo, eram ao longo do Rio Amazonas. Eram através das hidrovias. Na década de 70, ocorre a integração da Amazônia pelas cidades mineradoras-exportadoras. Carajás, por exemplo, é um enclave porque tem pouca relação com as outras regiões brasileiras.
A rede urbana do Brasil tem a ver com um tipo de fluxo. A partir da década de 50 ela surge por causa da rede rodoviária. Os fluxos entre as cidades, além do transporte de mercadorias, têm outros objetivos.
Até 1955 havia pouca rede urbana pavimentada no Brasil e, também, não eram unificadas.
A partir de 1964 já começa haver um adensamento, principalmente em relação a Brasília e ao Nordeste.
Em 1975 surge a primeira ligação, que foi a Belém-Brasília. A partir daí as redes materiais começam a se expandir. Na década de 90 há integração dessas rodovias. Há desenvolvimento da malha rodoviária.
Mas, foi só a partir de 1960 que o IBGE começou a estudar a rede urbana do Brasil.
Em 1972 sai o primeiro mapa (retrato) da rede de influência urbana brasileira. Surge a classificação em metrópoles nacionais, metrópoles regionais, cidades importantes, etc.
A abrangência espacial da cidade depende da influência que ela exerce, o grau de sofisticação que oferece nas várias áreas.
No Brasil há duas grandes metrópoles nacionais, muitas metrópoles regionais e inúmeras cidades.
Atenção: Não há superposições. A área de influência de uma metrópole não interfere ou cobre área ou parte de área de influência de outra cidade. Não há superposição de polarização.
Metrópole já nasceu em função urbana ( não de população), mas dos bens e serviços que ela oferece ( depende das funções).
A forma de organização da rede urbana é atropelada pela globalização.
O que é a globalização? É a aceleração dos fluxos de informação. É um mundo mais veloz utilizando energias diferentes.
No Brasil, a estrutura do território ainda continua sendo formada pelas redes antigas (básicas de transportes) Mas as redes não são só materiais, são também imateriais. ( São fixo mais fluxo).
Cidades globais == São as que prestam serviços avançados para o mundo inteiro (Nova Iorque, Tóquio e Londres) Elas têm a função de ser um nó nos interesses mundiais.
Outras não são pólos tão importantes mas também exercem influência na região, em uma parte do globo.
Nos países emergentes as cidades se armam para receber investimentos estrangeiros ( A Argentina era um deles; hoje deixou de ser, porque os investimentos sumiram).
Por que tem cidades globais? Porque os fluxos e os fixos são concentrados em determinados locais que têm capacidade de difusão desses valores (ou fatores).
Os negócios são feitos (preparados) por via eletrônica, mas para “fechar” os negócios precisa ser “cara a cara”. Por isso essas cidades ainda existem como cidades globais.
A rígida hierarquia deixou de existir. Hoje há uma troca possível em todas as direções.
Quais as justificativas que os órgãos públicos estão dando para essas modificações.
O IBGE está requalificando todos os centros urbanos brasileiros.
O atual mapa do IBGE mostra o caráter descontínuo de atuação ou influência das cidades brasileiras: 1) descontínuo; 2) disposição e superposição.
Qual a novidade sobre a Hierarquia Urbana ? São Paulo e Rio de Janeiro são consideradas metrópoles globais. São as grandes cidades da economia emergente.
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